Desde que os nosso ancestrais desceram das árvores e passaram a caminhar sobre duas pernas, a conquista de novos horizontes e o desenvolvimento da inteligência humana teve um avanço gigantesco.
Contudo, uma articulação do nosso corpo em particular passou a ter um papel central na absorção de cargas- O JOELHO!


O joelho é uma articulação especial pois deve ser forte, mas flexível e elástica ao mesmo tempo e por isso ele é um terreno fértil para tantas lesões e problemas.


Muitos desses problemas foram sendo descobertos de maneira intuitiva ou através de explorações cirúrgicas empíricas, realizadas antes da evolução dos estudos de anatomia e de imagens.


No passado para se explorar a articulação ou mesmo tratar um problema era preciso fazer grandes incisões e abrir o joelho para se ter a visualização intra-articular, e é claro que o dano aos tecidos moles era grande e consequentemente passível de causar rigidez e outras sequelas.


No início do século XX médicos franceses e alemães passaram a buscar acessar a articulação sem e necessidade de abri-la efetivamente, uma maneira menos invasiva de diagnosticar e tratar lesões no joelho.


Em 1918, o médico japonês Dr. Masaki Watanabe realizou a primeira artroscopia do joelho, utilizando um sistema rudimentar de iluminação e fibra ótica. No entanto, foi apenas na década de 1950 que a artroscopia passou a ser mais amplamente utilizada, com o desenvolvimento de melhores equipamentos.


A artroscopia consiste na introdução de um pequeno instrumento óptico chamado artroscópio através de pequenas incisões na pele. O artroscópio é conectado a uma câmera de vídeo, o que permite ao cirurgião visualize o interior do joelho em um monitor.


No início, a artroscopia do joelho era usada principalmente para o diagnóstico de lesões, mas à medida que os equipamentos e técnicas melhoraram, a artroscopia tornou-se uma ferramenta terapêutica eficaz para o tratamento de várias condições do joelho.


Hoje, a artroscopia do joelho é amplamente utilizada para o tratamento de lesões nos ligamentos, cartilagem e meniscos do joelho, além de ser uma opção menos invasiva para a substituição total do joelho em casos selecionados.


A artroscopia do joelho revolucionou o tratamento de lesões no joelho, permitindo uma visão detalhada do interior do joelho sem a necessidade de uma grande incisão. Isso resultou em recuperações mais rápidas e menos complicações para os pacientes.


Apesar dos avanços na artroscopia do joelho, a técnica continua a evoluir, com novos equipamentos e técnicas sendo desenvolvidos e mais lesões podem ser diagnosticadas e tratadas por este método

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